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Apresentamos a Nouvert!

  • Foto do escritor: Leo Jubé
    Leo Jubé
  • 23 de mar. de 2022
  • 5 min de leitura


Continuando as apresentações das marcas que estão em ascensão no cenário nacional, chegamos à Nouvert, marca de São Paulo que surgiu através da criatividade desde criança do fundador. Nossa entrevista contou com a presença do fundador, Lucas, que mostrou um pouco do o que é a Nouvert.



SC: Como começou a sua história com a moda, mais especificamente com o Streetwear?


NVRT: Mano, com a moda geral, a minha relação sempre foi de manifestação mesmo, eu nunca me vesti só por vestir, as minhas escolhas de roupa sempre vieram das minhas referências, do que eu via e assistia, sempre foi uma demonstração de o que eu penso e sinto. Me apaixonei pelo rap muito cedo, e a cultura hip-hop como um todo está muito ligada à moda. O street veio um pouco depois, eu já me vestia dessa forma, só não conhecia a nomenclatura. Nunca fui um estudioso de moda, por assim dizer. Na minha cabeça moda era passarela. Meu interesse em tendências, semanas de moda, tipos de malhas e tecidos, coisas assim, veio muito depois. Primeiro, veio a vontade de me expressar com a roupa. Eu trabalho com isso a pouco tempo, ainda tenho muito pra aprender, mas posso dizer que a moda sempre esteve presente na minha vida.


SC: Por que você começou a sua marca?


NVRT: Cara, essa história é longa. Eu sempre fui uma pessoa criativa. Desde criança. Sempre tive algum tipo de projeto pessoal criativo me alimentando por fora das obrigações do dia-a-dia. Na adolescência, o design entrou na minha vida. Desde então sempre tive um olhar estético para tudo. Entrei dessa forma na moda, por conta do design. Ainda na adolescência, eu e meus amigos mais próximos, os mesmos de hoje em dia, criamos um título para o nosso círculo social, “Nicewind”. Obviamente não era nada pretensioso, era apenas o nome para o nosso grupo de amigos. Mas, aderimos aquele nome muito fortemente. Anos depois, um desses amigos sugeriu que isso virasse uma marca de roupa. Eu e mais três deles fizemos isso. No começo, a minha intenção era ter isso como um hobbie, algo bem friends&family mesmo. Mas, com o tempo, meus amigos começaram a ver possibilidades de expansão e eu não consegui acompanhar. Decidi sair do projeto e deixar eles tocarem. Mas, algo foi despertado em mim naqueles meses em que eu criei coisas com eles. Foi a primeira vez que meus designs deixavam o universo digital e se tronavam tangíveis, palpáveis. Me apaixonei por aquela sensação. Foi aí que eu criei a Sollo, uma assinatura para os meus designs quando expostos de forma física. Meu foco não era roupa. Era o físico. Roupas, quadros, acessórios e o que mais alimentasse minha vontade de ver minhas criações no mundo real. Mas, com o tempo, meu amor pela moda começou a se mostrar cada vez maior, de modo que eu não pensava em mais nada além de criar novas peças de roupa. Então, a Sollo, pouco a pouco, foi se tornando uma marca de roupa de fato. Como eu não criei essa nomenclatura pensando em registra-la, por não se tratar de algo com grandes expectativas profissionais, quando eu quis registrar, vi que não podia. Já haviam muitos negócios parecidos com esse nome. Isso me frustrou muito. Passei muito tempo sem saber o que fazer com tudo que eu tinha investido e com uma coleção inteira pronta. Mas, com o tempo, essa frustração se tornou animação. Se tornou uma sede por criar. O novo é o que move. Então, assim nasceu a Nouvert.


SC: O que você quer passar através da sua marca?


NVRT: Experiência. É isso. A moda para mim não são metros de tecidos e malhas costurados que cobrem o seu corpo. A moda é a mais pura forma de manifestação de si mesmo, porque você diz muito sobre você sem falar uma palavra. Até a pessoa que não liga para como se veste, isso já diz coisas sobre ela. As pessoas que compram a Nouvert estão consumindo conceito, a música, o vídeo, o design. Para mim tudo importa. Desde a navegação no site, até o email de confirmação, até a embalagem e até, claro, a peça. Tudo tem que ter conceito. Senão, é só um produto numa prateleira.



SC: Qual o seu sonho com a marca?


NVRT: É muito difícil de responder isso, eu não vejo um objetivo específico. O que eu quero é todos os dias acordar e criar uma coisa nova para a Nouvert que me faça feliz. Esse é o sonho.



SC: Quais são as suas maiores referências no mundo da moda?


NVRT: No Brasil, com toda certeza, o Pedro Andrade. A PIET é uma grande referência, não estética ou conceitualmente, mas pela forma que o Pedro consegue adequar a marca a uma passarela e um ambiente urbano, como um clipe de rap, por exemplo. Eu quero conseguir fazer isso com a Nouvert também. Internacional: Virgil, A$AP Rocky, Nigo, Heron Preston.



SC: Não podemos deixar de fora, Nike ou Adidas?


NVRT: Nike, fácil, a Nike está mais.


SC: Time do coração?


NVRT: São Paulo.



SC: Nos diga pelo menos uma marca nacional referência e uma marca mundial?


NVRT: Nacionais: PIET, pelos motivos que já falei acima. A High, não por estética, aliás, acho que não tem nada a ver com a Nouvert nesse sentido, mas por ser a maior referência de streetwear nacional, tudo que a High faz é de se admirar, acho que qualquer um que entra nesse jogo tem que respeitar muito o corre deles. Agora, uma menção honrosa para o Yego, da Exclusivist. Acho que essa é uma marca que tem muito pra crescer. Ainda vai se tornar um dos grandes nomes da cena brasileira, se já não é. Com pouquíssimos recursos iniciais ela atingiu um gosto popular absurdo. Também é de se admirar. Internacionais: Louis Vuitton, no sentido de ser uma grife tão desejada, isso para mim é uma referência muito forte. Heron Preston, gosto muito das peças e de como ele trabalha o protagonismo singular do laranja sempre. E Off-White, por que o Virgil é a maior referência que qualquer pode ter no mundo em relação a moda.



SC: O que você acha da atual cena de moda street no Brasil?


NVRT: Cara, acho que é um mercado e uma cultura que cresce cada vez mais. Todos os dias tem pessoas criando marcas novas e mais pessoas ainda se interessando e virando público. Isso é bom e ruim. De um lado, temos a popularização da cultura, o crescimento do mercado, a valorização desse tipo de trabalho. Do outro, temos a saturação. Mas, de modo geral, na minha opinião, isso é positivo. A moda está cada vez sendo enxergada como uma parte da cultura mundial, assim como a música, a arte, o cinema.


SC: Qual a sua próxima coleção, quais peças estão por vir e quais peças vocês acham que o pessoal vai ficar maluco vendo?


NVRT: Posso te falar em primeira mão. Vamos ter uma reposição especial do Bulletproof. Todos os dias eu recebo mensagens sobre essa peça. Eu fiz pouquíssimas unidades no começo. A Nouvert não vai fazer reposição nunca, essa é uma excessão para comemorar o início da marca, já que, ao meu ver, muitas pessoas se interessaram no primeiro momento por conta do colete de fato. Vai ser no modelo de pré-venda e vão ter pouquíssimas unidades feitas. Depois vou fazer cápsulas muito diferentes, sempre com um conceito amarrando todas as peças e com unidades muito limitadas. Sempre muito exclusivo. Ainda tem muito por vir.


SC: Qual o seu tênis favorito hoje na coleção?


NVRT: Air Force 1 Branco.



SC: E o seu Grail?


NVRT: Air Jordan 1 x Travis Scott.



Esse foi mais um episódio da apresentação de marcas nacionais que você precisa conhecer. Continue nos acompanhando por aqui e em nossas redes sociais, que tem muito mais por vir.

10 comentários


morris
morris
22 de fev.

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morris
morris
15 de fev.

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nolafo.wle156+abc123
13 de fev.

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tungngumq.ueo.n.oa.t
12 de fev.

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tungngumq.ueo.n.oa.t
11 de fev.

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